Hora extra ou banco de horas? O que é melhor para a sua empresa?

07/08/2019

Hora extra ou banco de horas? O que é melhor para a sua empresa?

O que vale mais a pena para a empresa? Hora extra ou banco de horas? Essa é uma dúvida comum entre as práticas do RH das empresas. Primeiramente, é fundamental entender a diferença entre esses dois sistemas para que não ocorram irregularidades para os colaboradores e para a empresa. 

Algumas demandas requerem mais horas de trabalhos dos colaboradores, por isso a Consolidação das Leis do Trabalho, conhecida por regime CLT, permite que a jornada diária de trabalho tenha 2 horas a mais. Essas horas podem ser remuneradas de duas formas: hora extra ou banco de horas. Entenda neste post as diferenças e qual é a melhor opção para a empresa!

O que é hora extra?

Toda hora que ultrapassa a jornada de trabalho é considerada hora extra, seja antes do seu turno, seja durante os intervalos (como hora de almoço) ou após o término do dia de trabalho acordado. De acordo com a Constituição de 1988, as horas extras devem ser remuneradas com acréscimo de 50% ao valor da hora normal quando feitas de segunda a sábado, e 100% quando feitas aos domingos e feriados. Normalmente, as horas extras devem ser feitas mediante um aviso prévio aos gestores e não podem passar de duas horas por dia ou quatro por semana.

Outra questão é o trabalho realizado fora da empresa que pode não ser contado como horas extras, por isso o controle é algo importante para ser conversado entre gestores e colaboradores. Além de envolver as questões de produtividade e clima da empresa, a equipe não pode ver as horas extras como uma oportunidade de ganhar mais e o gestor não pode cobrar mais do que foi combinado. 

O que é banco de horas?

Quando as horas excedentes trabalhadas não são remuneradas, o banco de horas entra como um sistema de compensação, disponibilizando folgas, diminuindo a jornada de algum dia ou estendendo o período de férias. Esse método funciona como uma conta, em que as horas excedidas são creditadas e os períodos de folga são descontados. 

As horas que ficam no banco equivalem a um aproveitamento de 50% a mais das horas adicionais. Por exemplo, se o funcionário trabalhou mais duas horas além da sua jornada normal, ele possui o direito de folgar três horas. 

Desde 2017, a nova lei trabalhista tornou possível os acordos de compensação de horas individuais firmados apenas entre o empregador e funcionário, sem precisar buscar um acordo com os sindicatos de cada setor. É importante que as folgas sejam combinadas previamente para evitar que pessoas do mesmo setor aproveitem o banco de horas no mesmo dia, afetando o rendimento do trabalho. 

Afinal, qual o mais vantajoso?

A decisão de qual é o melhor sistema para a empresa adotar cabe aos gestores, claro. Muitos deles observam qual é a maneira que motiva mais a equipe a melhorar a sua performance, e uma das conclusões é que os funcionários preferem o pagamento das horas extras, e muitas horas extras podem pesar na hora do pagamento. Também nesse regime, as faltas sem justificativa não podem ser compensadas, assim o salário é descontado, deixando uma situação desagradável para o trabalhador. 

Dessa forma, a compensação de horas por meio do banco é mais vantajosa para a empresa, por ter mão de obra por mais tempo sem custos e não impactando nas finanças. Uma opção para os resultados dos bancos de hora serem positivos é estipular um limite que, caso seja ultrapassado, as horas extras sejam pagas. Além disso, com a compensação de horas é possível que a empresa ofereça condições mais flexíveis quando alguém precisa se ausentar ou reduzir a jornada por motivos pessoais. 

Para que tudo dê certo entre os gestores e funcionários em relação às horas trabalhadas, é fundamental que a empresa adquira um sistema de controle de ponto eficiente. Pode ser por meio de cartão eletrônico, livro de ponto, biometria ou aplicativo, por exemplo. Entenda bem o funcionamento do seu trabalho e ouça a preferência dos seus funcionários para chegarem a um acordo interessante para todos!

Grupo MoveEdu

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