Pré-férias: você adotaria para a sua empresa?

14/11/2014

Pré-férias: você adotaria para a sua empresa?

Se já mudou de emprego, provavelmente conhece bem o burnout, o estado de exaustão extrema que resulta na falta de interesse pelas tarefas. Pretendendo evitar esse sentimento e exigir maior produtividade do novo funcionário, Jason Freedman, o CEO da 42Floors, empresa de São Francisco, adotou a prática da “pré-férias”, um período de descanso remunerado para o recém-contratado antes do início do trabalho.

A medida adotada levantou algumas dúvidas. Será que há, realmente, boa vontade por parte do empregador? Não seria esta uma desculpa para exigir demais do funcionário nos anos seguintes? E mais. Ao pagar as férias antecipadas, coloca-se em risco o retorno desse investimento, pois nada garante que o funcionário recém-contratado ficará na empresa por tempo que compense o que já foi pago.

No Brasil, já existem alguns casos de empresas que aplicaram a pré-férias. Em um desses casos, houve sucesso, pois, pelo acordo, se o funcionário demorasse mais do que o previsto para começar a trabalhar, perderia outros benefícios que o emprego concederia. No entanto, as leis trabalhistas brasileiras, por serem muito ultrapassadas, ainda dificultam a adoção de mudanças como essa e acabam prejudicando o empregado, ao invés de favorecê-lo. É o motivo maior porque as empresas não adotariam a pré-férias.

 

Fonte: Revista Época

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